Os mineiros, que estavam armados com paus e facões, pediam aumentos salariais e organizavam um protesto, em uma mina a 200 km de Johannesburgo.
As tensões vinham crescendo nas últimas semanas, com confrontos entre sindicatos grevistas rivais. Dez pessoas, entre grevistas e policiais, já haviam sido mortas. Mas os enfrentamentos de quinta-feira ganharam contornos de massacre.
Primeiro, os policiais tentaram dispersar os grevistas com gás lacrimogêneo e jatos d'água. Segundo jornalistas que presenciaram a cena, isso afastou alguns mineiros. Mas, quando um grupo deles começou a correr em direção à polícia, os policiais abriram fogo com metralhadoras.
Cenas de enfrentamento desse tipo envolvendo a polícia não eram vistas no país desde a época do regime de segregação racial.
O ministro Nathi Mthethwa, ao qual a polícia é subordinada, confirmou que mais de 30 pessoas morreram no episódio e que este será investigado. Mas seu gabinete defendeu o direito de defesa dos policiais.
"A polícia tem o direito de se defender se estiver sendo atacada (...). Eles (grevistas) estavam armados até os dentes", afirmou seu porta-voz, Zweli Mnisi.
Os policiais também dizem ter sido alvejados pelos grevistas, com uma arma supostamente roubada da polícia que foi encontrada depois.
O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, por sua vez, se disse "chocado e consternado pela violência sem sentido".
Em comunicado, o presidente afirmou que "há espaço suficiente em nossa ordem democrática para que qualquer disputa seja resolvida pelo diálogo, sem descumprimento da lei ou atos de violência".
A mineração é uma das principais atividades econômicas da África do Sul.
Fonte:Último Segundo



































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