Cerca de três homens armados executaram na noite da quinta-feira (19) a dona de casa Ana Lúcia da Silva, que residia em um barraco na “Favela da Portelinha”, na Cidade Universitária, parte alta de Maceió. O marido dela, conhecido pelo apelido do “Gordo” foi atingido com tiros na cabeça e foi socorrido em estado grave por uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde faleceu.
Testemunhas relataram que o casal tinha acabado de jantar quando os bandidos já chegaram atirando. “Gordo” foi o primeiro atingido. Ele estava do lado de fora do barraco e ainda teve tempo de correr para dentro, sendo perseguido e alvejado com tiros de pistola. A mulher dele, que estava sentada na cama ao ver a cena tentou fugir, mas também foi atingida com tiros na cabeça e morreu instantaneamente. O detalhe na morte de Ana Lúcia é que em uma das mãos dela havia uma "marica" (usado para fumar crack) e um pouco da droga. Os policiais acreditam que a vítima estava fumando quando foi morta.
Três filhos das vítimas, crianças com 3, 6 e 8 anos, estavam no barraco. Enquanto o mais novo dormia, os irmãos sairam correndo, procurando abrigo entre os barracos, sendo recolhidos por vizinhos.
Levantamentos feitos pela Polícia deram conta que o casal teve um filho, Weverson da Silva, 13, morto no último dia 22 de março na frente do barraco onde moravam. A vítima jogava dominó na companhia de alguns vizinhos quando um grupo de adolescentes que havia praticado um assalto na região passava pelo local na tentativa de fugir das vítimas. Testemunhas confirmaram que os criminosos entraram na rua, de pouco iluminação, correndo e com as armas nas mãos. Os menores, que estavam com Weverson se assustaram e correram para seus barracos. Na fuga, um dos bandidos atiros nas costas do garoto que morreu na hora.
A Polícia deve seguir duas linhas de investigações para esclarecer o crime da quinta-feira. O primeiro é que ele esteja legado a uma disputa pelo controle de “bocas de fumo” existentes na Favela e no Conjunto Santa Maria, localizado a poucos metros da “Portelinha”. A outra hipótese é crime de vingança. Após a morte do filho, Ana Lúcia e o marido haviam prometido descobrir quem matou o filho e se vingar. O casal tinha contado para alguns vizinhos que tinha descoberto os nomes do matadores e que até o final de semana iria matá-los.
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