Segundo a mãe de Kawlin, Maria do Socorro Sousa, de 43 anos, ele costumava fazer “bicos” na barraca para ganhar alguns trocados. Um cliente da pastelaria, que preferiu não ser identificado, disse que o garoto estava moendo cana para fazer um caldo, quando a sua mão deslizou e prendeu na máquina. Populares denunciaram que é comum ver menores de idade trabalhando no local, manuseando inclusive a moedora de cana.
Entretanto, segundo Lidiane Silva Santos, funcionária do estabelecimento, o menino não trabalhava na barraca. “O garoto foi passar um caldo de cana para ele, e um dos meninos ainda o avisou para não mexer na máquina, mas Kawlin insistiu”, completou Lidiane. Logo em seguida, a mãe do adolescente contestou a afirmação da funcionária e disse que seu filho estava acostumado a trabalhar na pastelaria.
Equipes do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) fizeram o atendimento ao garoto, durante o mesmo tempo em que os bombeiros tentavam tirar sua mão que estava presa na máquina. Kawlin foi medicado no local, colocado no soro e teve seus sinais vitais controlados pelos enfermeiros e médicos das duas ambulâncias do Samu que foram deslocadas para o local.
Somente às 15h15, os homens do Corpo de Bombeiros conseguiram retirar a mão do adolescente da máquina de moer cana e Kawlin foi levado para o Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão 1. De acordo com uma amiga da família, Sílvia Costa, os bombeiros não possuíam equipamentos necessários para fazer a remoção da mão do garoto. “Essa criança sofreu desde cedo e os bombeiros não conseguem tirar ele daí porque não têm equipamento. O ‘Cascudo’, que montou a máquina, já pediu para desmontar a moedora de cana e eles não deixaram”, disse a mulher.
Segundo populares, os bombeiros só conseguiram tirar a mão do garoto depois de conseguir uma lixadeira de disco emprestada por moradores da área. Entretanto, de acordo com o major Márcio Robert, do Corpo de Bombeiros, foram usados nos trabalhos dois equipamentos da instituição: um descarcerador e uma moto abrasivo. “Tivemos um pouco de complicação com a dificuldade no acesso à máquina. Trata-se de uma ocorrência atípica. O garoto teve uma pequena hemorragia, mas estava com seus sinais controlados. A mão dele foi esmagada, mas não foi decepada”, afirmou o major. A família de Kawlin Thaywan reside na Rua 40, nº 2, no Bairro da Areinha.



































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