A morte de um inocente - Cena do crime desfeita e problema resolvido!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012.
Quatro Policiais militares do Rio de Janeiro mataram por engano o administrador de empresas Luiz Carlos Soares da Costa, 36 anos, gerente de suprimentos da Infoglobo, editora dos Jornais "O Globo" e "Extra" do Rio de Janeiro. Luiz Carlos Soares da Costa era o caçula de uma família paraibana de 12 irmãos. Além da gradução em Administração, Luiz Carlos formou-se em telologia e era o Pastor da Igreja Evangélica Assembléia de Deus da Ilha do Fundão, Zona Norte do Rio. O pastor Luiz Carlos era casado e planejava ter o primeiro filho para breve. Cerca de 300 pessoas entre colegas de trabalho, parentes e amigos da igreja acompanharam o sepultamento no Cemitério do Caju, ao som de hinos evangélicos e pedidos de justiça da família.

O pastor Luiz voltava para casa, da academia, às 21:00h, quando foi vítima de seqüestro relâmpado, na espera de um farol na Rua Leopoldo Bulhões, próximo ao um acesso à Linha Amarela. Uma viatura do 22º BPM que passava pelo local, percebendo a direção agressiva do motorista (sequestrador) de um Siena iniciou persequição. O veículo somente parou depois de levar mais de 10 tiros de fuzis. O bandido recebeu um tiro de fuzil nas costas e sua vítima, três tiros. Luiz foi retirado do carro ainda com vida pelos policiais e arrastado pelas pernas no asfalto da Av. Brasil como um animal, antes de ser jogado na ambulância que seguiu para o Hospital Geral de Bonsucesso. Luiz Carlos Soares da Costa já chegou sem vida, enquanto o assaltante, um rapaz de 18 anos, sobreviveu. Os quatro policiais do 22º BPM acharam que a vítima também era um bandido.

Texto retirado do blog Tempo de Kairós

Vejam o momento da morte de Luiz Carlos


PMs acusados de matar ladrão e administrador da Infoglobo são absolvidos

Terminou sem qualquer punição o processo das mortes do administrador Luiz Carlos Soares da Costa, de 36 anos, e de Jefferson Santos Leal, de 18, na noite de 14 de julho de 2008, na Avenida Brasil, em São Cristóvão. Os policiais militares do 22º BPM (Maré) Alexandre dos Santos Carvalho, Robson Jesus da Silva, Vanderlei de Oliveira Acha Júnior e Luiz Otávio Vieira Barbosa eram acusados dos dois assassinatos e foram absolvidos. Luiz Carlos era funcionário da Infoglobo — empresa que edita os jornais EXTRA, "O Globo" e "Expresso" — e era mantido refém no banco do carona do seu carro, um Siena, por Jefferson. Eles foram perseguidos pelos quatro PMs. No confronto, Luiz Carlos e Jefferson foram baleados.

O administrador Luiz Carlos Soares da Costa Foto: Reprodução Os quatro réus já haviam sido absolvidos sumariamente da morte de Luiz Carlos em janeiro de 2011, após o laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) indicar que o administrador foi morto por um tiro dado a curta distância. Assim, o juiz Fábio Uchôa, do 1º Tribunal do Júri, entendeu que a vítima foi morta por Jefferson, que o mantinha refém em seu carro. Em relação à morte de Jefferson, os quatro PMs foram absolvidos pelo 1º Tribunal do Júri. A sessão ocorreu em maio do ano passado. Como o Ministério Público não recorreu da absolvição, a sentença já transitou em julgado, isto é, não pode mais ser modificada. Em novembro, a Justiça devolveu o porte de arma aos PMs. A perseguição que levou à morte teve grande repercussão, porque os PMs foram filmados pelo SBT retirando as duas vítimas baleadas de dentro do Siena sem o menor cuidado. Na época, parentes de Luiz Carlos disseram que os PMs pensaram que o administrador também fosse bandido.

Texto retirado do Site Extra

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