Uma grande mobilização envolve a Polícia Federal e a Polícia Civil em busca dos criminosos. O número de mortos foi confirmado pela PF, que também divulgou que oito pessoas ficaram feridas.
Segundo o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, as vítimas pertenciam a uma gangue rival de traficantes brasileiros de drogas.
As mortes teriam ocorridos por uma dívida de R$ 4 mil e para vingar um homicídio.
A quadrilha teria chegado de barco através do Rio Paraná, por onde também fugiu, e rendido o traficante conhecido como Polaco juntamente com outras duas pessoas.
Os rivais exigiram que Polaco chamasse os outros membros do bando usando o celular.
Segundo a polícia, munição de vários calibres encontrada na área leva a crer que a quadrilha de assassinos era composta de pelo menos cinco pessoas.
Sete corpos foram encontrados em um galpão próximo à favela, dois dentro da casa de Polaco, dois fora e outros quatro próximos ao rio.
De acordo com um dos feridos, o chefe do bando gritava todo o tempo com os rivais e perguntava: "Quem vai pagar a minha dívida?".
Policiais de Toledo - cidade próxima a Guaíra - foram deslocados para reforçar a equipe chefiada pelo delegado da Polícia Civil, Pedro Lucena, na busca aos criminosos.
Um helicóptero da Rone (Rondas Ostensivas de Natureza Especial) partiu também de Curitiba para ajudar nas buscas, que estão sendo feitas por terra e pelo lago de Itaipu, na fronteira com a cidade de Salto del Guairá, no Paraguai.
O secretario Luiz Fernando Delazari descartou a possibilidade da guerra entre traficantes envolver paraguaios. Foram encontrados no local três carros que seriam utilizados pelos traficantes da Vila Santa Clara, com placas de Curitiba (PR), Uberlândia (MG) e Osvaldo Cruz (SP).
Texto: Uol noticias
Polícia captura mandante da chacina de Guaíra
Jair Correia, 52 anos, o principal suspeito de ser o mentor e um dos autores da chacina de Guaíra (oeste do Estado), a maior registrada no Paraná, foi preso ontem de manhã em Rosana (SP) e transferido para Curitiba à tarde.
Ele foi encontrado por volta de 6h, nas margens do Rio Paraná, quando tentava chegar de barco até o município paulista.
Para receber o detido, no Aeroporto Afonso Pena, foi montado forte esquema de segurança com mais de 15 policiais e várias viaturas da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc).
No 1.º Distrito Policial (centro), o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delarazari, disse que a prisão de Jair demorou mais que o previsto por conta de informações desencontradas. "Nossa intenção, desde o início, era a prisão imediata dos autores da barbárie.
No entanto, como é uma região de fronteira, recebemos informações desencontradas. Vamos continuar o trabalho até chegar aos outros suspeitos", disse Delazari.
Força-tarefa
Segundo ele, desde o dia da chacina várias equipes policiais estavam espalhadas na região de Guaíra, no Mato Grosso e em São Paulo. "Ele ficou todos esses dias no meio do mato, subindo pelo rio e tinha a intenção de chegar na capital paulista, onde sua mulher e seu filho já o aguardavam", completou.
O delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Jorge Azôr Pinto, disse que Jair, além de ser o mandante do crime, foi quem rendeu o proprietário da chácara e quem chamava as vítimas para serem assassinadas.
Jair negou o crime e disse que fugiu com medo de ser morto. Ele confirmou que há 18 anos foi preso por tráfico de drogas, mas agora não estava mais envolvido com nenhuma atividade ilegal e que ficou sabendo da chacina pelo rádio.
Ainda são procurados Ademar Fernando Luiz, Diego Alexandre Honória e Hedner Rogério Alves.
No dia 22 de setembro, em um sítio, às margens do Rio Paraná, em Guaíra, 15 pessoas foram assassinadas, oito foram baleadas e escaparam da execução fingindo-se de mortas. Uma mulher e duas crianças escaparam sem ferimentos.
A primeira informação era que os autores haviam fugido de barco para o Paraguai, o que não foi confirmado. A chacina teria sido motivada por vingança à morte do enteado de Jair, assassinado há alguns meses. Além disso, havia entre eles uma dívida de R$ 4 mil.
Texto: JusBrasil



































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