A área abriga construções tradicionais, como o Theatro Municipal, que, aparentemente, não teve sua estrutura comprometida. Pelo menos 11 pessoas estariam presas nos escombros, entre mortos e feridos, de acordo com informações da Defesa Civil.
A proprietária do prédio menor, onde funcionava uma loja, garantiu que não havia ninguém na edificação na hora do desastre. Cinco feridos receberam atendimento no Hospital Souza Aguiar, sendo quatro homens (um de 31 anos, um de 50 e dois de 37 anos) e uma mulher de 28, que teve lesão no couro cabeludo.
Além de um cheiro forte de gás, testemunhas ouviram grandes explosões antes dos desabamentos, o que sugere como causa algum vazamento. O episódio reabre o debate sobre as instalações dos prédios que ficam na área central da capital fluminense. Em outubro, um acidente no restaurante Filé Carioca, na Praça Tiradentes, deixou três mortos e 17 feridos.
No térreo do prédio Liberdade, havia uma agência bancária e uma sapataria, que já estavam fechadas. No entanto, muitos dos estabelecimentos comerciais dos andares só fechavam às 21h, portanto, elevando a possibilidade de mais vítimas.
As câmeras da CET-Rio, empresa que gerencia o trânsito na cidade, registraram os primeiros momentos de desespero dos transeuntes, imagens dos primeiros veículos dos bombeiros e da polícia chegando ao local.
Pessoas que estavam próximas dos três prédios que desabaram no centro do Rio na noite desta quarta-feira (25) filmaram a movimentação de pessoas logo após o acidente.
Um dos prédios passava por reforma
O prédio de 20 andares, que desabou por volta das 20h10m, na Avenida 13 de Maio, na Cinelândia, estava passando por reforma no quinto andar. As paredes divisórias tinham sido retiradas recentemente e no local foi aberto um grande salão. Antes foram ouvidos três estalos, quase simultâneos, e quem passava na hora conseguiu correr. Foi o caso do auxiliar de manutenção, Júlio César de Oliveira Brandão, 40 anos.
O edifício ao lado, de número 46 da Avenida 13 de Maio, com cinco andares, também foi atingido e desabou parcialmente. O servidor público Aloísio Pereira, de 41 anos idade, também passava na hora do desmoronamento. Segundo ele, "a queda foi rápida, com um estrondo muito forte, e muita fumaça tomou conta da área".
Quarto corpo é encontrado em área de desabamento no Rio
Em nota oficial, a Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que foram encontrados quatro corpos nos escombros dos três prédios que desabaram no centro da cidade. Os mortos são três homens e uma mulher e apenas a mulher não foi oficialmente identificado pelo governo. Mais cedo, o subsecretário de Defesa Civil do municípios, Márcio Mota, informou que cinco corpos foram encontrados, mas depois pediu que fossem contabilizados apenas os números divulgados pelo Estado.
Dos corpos de vítimas do desabamento ocorrido na noite de quarta-feira (25) no centro do Rio, que foram encaminhados nesta quinta-feira (26) para o Instituto Médico-Legal (IML), na zona portuária, um já foi identificado. É Moisés Moraes da Silva, que, segundo sua prima Vera Lúcia dos Santos Freitas, que reconheceu o corpo, trabalhava como catador de papéis e se encontrava na porta de um dos prédios que desabaram na Avenida 13 de Maio. As outras vítimas identificadas são Cornélio Ribeiro Lopes, de 73 anos, e Celso Renato Cabral Filho, de 44.
O governador Sérgio Cabral decretou luto oficial de três dias no Estado em memória das vítimas fatais dos desabamentos ocorridos na cidade do Rio de Janeiro. O decreto será publicado no Diário Oficial de sexta-feira.
A Defesa Civil do Rio de Janeiro voltou atrás e confirmou que foram encontrados os corpos de três e não cinco vítimas nos escombros. Há pelo menos 21 desaparecidos, segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, com base em relatos de parentes e amigos das pessoas que estariam no prédio. Seis pessoas ficaram feridas.
Até as 17 horas de hoje 26/01/2012 , 17 mil toneladas de escombros já haviam sido removidas do local.



































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