É uma técnica que consiste em dividir a língua em duas partes mais ou menos até a metade da sua extensão, para que se pareça com a língua de uma cobra. Após um certo tempo, a pessoa consegue movimentar as duas partes de forma independente.
Mas quem quer bifurcar a língua encontra um probleminha: cirurgiões plásticos dificilmente fazem esse tipo de procedimento, porque os riscos são grandes: perda de sangue excessiva, dano nos nervos e glândulas da língua, pode prejudicar a fala e até levar à morte. Por isso, muitos adeptos aderem ao clássico "faça você mesmo", e então, devido à falta de conhecimento, prática, higiene e talvez até bom senso, os riscos saltam para uma margem estratosférica. Nesses casos, ou a pessoa corta a própria língua com um bisturi ou, se ela tiver um piercing na língua, amarra um fio de nylon entre o piercing e a ponta da língua o mais forte que puder, e vai apertando o fio a cada dia que passa e, então, a língua rasga gradativamente - o que causa muito mais dor e demora muito mais tempo, além de ser muito mais arriscado.
A Bifurcação de Língua é uma prática antiga. Ela é mencionada em alguns registros antigos indianos como uma prática da Yoga. A pessoa tinha a sua língua cortada e lavada com uma mistura de leite, cinzas e manteiga clarificada, além de alongada. As duas metades da língua eram dispostas de tal maneira que bloqueavam as vias respiratórias. A pessoa deveria ficar nessas condições por diversos dias em estado semi-consciente.
No Ocidente, a primeira prática da bifurcação aconteceu em 1997 e está ligada àquelas pessoas que querem caracterizar seus corpos como os de animais. Em 2003 estimava-se que cerca de 2000 pessoas tinham suas línguas bifurcadas no Hemisfério Ocidental.
Hoje, as pessoas bifurcam suas línguas por questões de vaidade, indepenência sobre o próprio corpo, atração pela dor e para ter um "acessório sexual" a mais. Acessório sexual?! Ora... pensem um pouco.



































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