Uma múmia não é nada mais do que um ser humano cujo corpo foi preservado por muito tempo após sua morte. Normalmente, quando uma pessoa morre, o processo de decomposição consome todas as partes do corpo, com exceção do esqueleto, em questão de meses. A taxa de decomposição depende de vários fatores, sendo que o ambiente ao redor é o principal deles.

Uma dúvida comum sobre as múmias é como elas ganharam esse nome. O termo "múmia" foi usado pelos primeiros nômades árabes que visitavam o Egito. Quando esses visitantes viam algumas múmias que haviam sido cobertas com uma resina negra, presumiam que o processo de embalsamamento envolvia mergulhar os corpos em betume, um componente escuro e pegajoso do piche. Baseados nesse mal-entendido, chamaram os corpos preservados de "múmias," pois betume, em árabe, é mummiya.
Mumificar para quê?
Os egípcios eram muito interessados na vida após a morte, e não precisa nem explicar o porquê: a vida no deserto era extremamente difícil, o que os levava a imaginar um mundo dos sonhos que existiria além da morte. Se o indivíduo estivesse preparado, os três espíritos que o compõem (Ka, Ba e Akh) iriam para esse mundo após a morte. Para que pudessem viver confortavelmente nesse novo mundo, os espíritos precisariam de todos as comodidades da vida diária, incluindo alimentos, roupas e móveis.
Outra coisa de que precisariam é que seu antigo corpo fosse preservado na Terra, pois o Ka, o espírito que acompanhava o corpo físico durante a vida, estava ligado de forma inexorável ao cadáver. Caso esse cadáver fosse destruído, o espírito seria destruído junto com ele, levando a uma segunda morte, que, diferentemente da primeira, era irreversível. Se levarmos isso em consideração, dá para entender por que era tão importante mumificar o corpo físico.

Quanto mais paga,melhor o produto.
Os embalsamadores passavam a maior parte do tempo trabalhando nos cadáveres da realeza e outros membros das classes superiores. Faziam incisões precisas e removiam cuidadosamente cada um dos órgãos, para que também pudessem ser preservados fora do corpo.
Já o "pacote econômico" era um pouco menos suntuoso: os embalsamadores injetavam no corpo uma mistura oleosa que preenchia toda a cavidade do tronco. Depois, tapavam todos os orifícios do corpo e deixavam o óleo agir por vários dias. Quando finalmente destapavam os orifícios, todo o óleo saía, levando junto os restos liquefeitos dos órgãos internos.
Enganando os turistas.
Os corpos mais bem preservados são os do período intermediário da mumificação egípcia. Nos anos após esse período, o Egito se encheu de estrangeiros que também queriam ser mumificados da maneira tradicional. Com essa alta demanda e o desejo de ganhar um dinheirinho, os embalsamadores egípcios começaram a se concentrar mais na aparência externa da múmia do que em sua preservação interna. Sem que os clientes soubessem que haviam sido enganados, a maioria dessas múmias feitas de qualquer jeito se decompunha rapidamente dentro dos túmulos belamente ornamentados.












As múmias modernas mais famosas são Vladimir Ilyich Lênin, o revolucionário russo, e Eva Perón, a reverenciada esposa do presidente argentino Juan Perón. Lênin morreu em 1924, logo após a descoberta do túmulo do rei Tutancamon, um evento que influenciou a decisão de preservar o corpo de Lênin e exibi-lo no Kremlin. Os químicos e procedimento exatos que mantêm seu corpo perfeitamente preservado são um segredo de estado da Rússia, mas sabemos que a mumificação é um processo contínuo no qual os russos periodicamente o imergem em um banho preservador; depois, o vestem com um terno impermeável para manter os líquidos dentro.
Assim como Lênin, o corpo de Eva Perón foi preservado de maneira tão perfeita que ela parece estar viva. Eles conseguiram isso com um método de embalsamamento revolucionário que basicamente substituiu todos os líquidos do corpo dela por cera. Na verdade, Perón e outras múmias semelhantes são bastante parecidas com os bonecos que vemos em um museu de cera, exceto, é claro, por serem restos de uma pessoa.



- Buuu!

Uma dúvida comum sobre as múmias é como elas ganharam esse nome. O termo "múmia" foi usado pelos primeiros nômades árabes que visitavam o Egito. Quando esses visitantes viam algumas múmias que haviam sido cobertas com uma resina negra, presumiam que o processo de embalsamamento envolvia mergulhar os corpos em betume, um componente escuro e pegajoso do piche. Baseados nesse mal-entendido, chamaram os corpos preservados de "múmias," pois betume, em árabe, é mummiya.
Mumificar para quê?
Os egípcios eram muito interessados na vida após a morte, e não precisa nem explicar o porquê: a vida no deserto era extremamente difícil, o que os levava a imaginar um mundo dos sonhos que existiria além da morte. Se o indivíduo estivesse preparado, os três espíritos que o compõem (Ka, Ba e Akh) iriam para esse mundo após a morte. Para que pudessem viver confortavelmente nesse novo mundo, os espíritos precisariam de todos as comodidades da vida diária, incluindo alimentos, roupas e móveis.
Outra coisa de que precisariam é que seu antigo corpo fosse preservado na Terra, pois o Ka, o espírito que acompanhava o corpo físico durante a vida, estava ligado de forma inexorável ao cadáver. Caso esse cadáver fosse destruído, o espírito seria destruído junto com ele, levando a uma segunda morte, que, diferentemente da primeira, era irreversível. Se levarmos isso em consideração, dá para entender por que era tão importante mumificar o corpo físico.
Quanto mais paga,melhor o produto.
Os embalsamadores passavam a maior parte do tempo trabalhando nos cadáveres da realeza e outros membros das classes superiores. Faziam incisões precisas e removiam cuidadosamente cada um dos órgãos, para que também pudessem ser preservados fora do corpo.
Já o "pacote econômico" era um pouco menos suntuoso: os embalsamadores injetavam no corpo uma mistura oleosa que preenchia toda a cavidade do tronco. Depois, tapavam todos os orifícios do corpo e deixavam o óleo agir por vários dias. Quando finalmente destapavam os orifícios, todo o óleo saía, levando junto os restos liquefeitos dos órgãos internos.
Enganando os turistas.
Os corpos mais bem preservados são os do período intermediário da mumificação egípcia. Nos anos após esse período, o Egito se encheu de estrangeiros que também queriam ser mumificados da maneira tradicional. Com essa alta demanda e o desejo de ganhar um dinheirinho, os embalsamadores egípcios começaram a se concentrar mais na aparência externa da múmia do que em sua preservação interna. Sem que os clientes soubessem que haviam sido enganados, a maioria dessas múmias feitas de qualquer jeito se decompunha rapidamente dentro dos túmulos belamente ornamentados.
As múmias modernas mais famosas são Vladimir Ilyich Lênin, o revolucionário russo, e Eva Perón, a reverenciada esposa do presidente argentino Juan Perón. Lênin morreu em 1924, logo após a descoberta do túmulo do rei Tutancamon, um evento que influenciou a decisão de preservar o corpo de Lênin e exibi-lo no Kremlin. Os químicos e procedimento exatos que mantêm seu corpo perfeitamente preservado são um segredo de estado da Rússia, mas sabemos que a mumificação é um processo contínuo no qual os russos periodicamente o imergem em um banho preservador; depois, o vestem com um terno impermeável para manter os líquidos dentro.
Assim como Lênin, o corpo de Eva Perón foi preservado de maneira tão perfeita que ela parece estar viva. Eles conseguiram isso com um método de embalsamamento revolucionário que basicamente substituiu todos os líquidos do corpo dela por cera. Na verdade, Perón e outras múmias semelhantes são bastante parecidas com os bonecos que vemos em um museu de cera, exceto, é claro, por serem restos de uma pessoa.
- Buuu!



































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